terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A importância da comunicação

Nas empresas modernas, a tendência é simplificar as operações ao máximo, para garantir o atendimento que o cliente merece. Quanto menos chefias melhor.
Nas empresas que ainda adotam sistemas antigos de administração, é o contrário. A ordem vai passando de chefia em chefia e o resultado é que a execução costuma sair bem diferente do que foi programado. Vejam o que aconteceu em uma empresa de grande porte aqui desta capital.
Do presidente para o diretor: Na próxima semana sexta-feira, às 17 horas, o cometa Halley estará passando por esta área. Trata-se de um evento que ocorre a cada 76 anos. Assim, por favor, reúna os funcionários no pátio da fábrica, todos usando capacete de segurança, quando explicarei o fenômeno. Se chuver não será possível ver o espetáculo a olho nu.
Do diretor para o gerente: A pedido do presidente, na sexta-feira às 17 horas, o cometa Halley passará sobre a fábrica. Se chover , por favor, reúna os funcionários todos com capacete, e os encaminhe ao pátio, onde o raro fenômeno terá lugar, o que ocorre a cada 76 anos a olho nu.
Do gerente para o supervisor: A convite do nosso querido presidente, um tal Dr. Halley de 76 anos vai aparecer nú no pátio da fábrica e depois imitar um cometa, usando apenas capacete, quando irá explicar o fenômeno da chuva para os seguranças.
Do supervisor para o chefe: Todo mundo nu, na próxima sexta-feira às 17 horas, no pátio da fábrica, pois o presidente Dr. Halley estará lá para mostrar o raro filme "o fenomenal cometa". Caso comece a chover, o que ocorre a cada 76 anos, por motivos de segurança coloquem os capacetes.
Mensagem afixada no quadro de avisos: Nesta sexta-feira o presidente fará 76 anos. A festa será as 17 horas no pátio da fábrica. Vão estar presentes para animar o evento, nus, Halley e seus cometas. Todo mundo deve estar de capacete. O espetáculo vai acontecer mesmo que chova, porque a banda é um fenômeno.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

SENTENÇA EM VERSO

Ao visitar sites jurídicos, me deparei com uma sentença no mínimo inusitada, onde um jovem juiz de nome Ronaldo Tovani, substituto da Comarca de Varginha, no auge dos seus 31 anos, concedeu liberdade provisória a Alceu da Costa, vulgo “Rolinha”, preso em flagrante por ter furtado duas galinhas e ter perguntado ao delegado: “Desde quando furto é crime neste Brasil de bandidos?”. Como Nordestino sertanejo que era, o magistrado lavrou sua sentença em versos. Vejamos essa pérola da magistratura brasileira.


O jovem Alceu da Costa,
Conhecido por “Rolinha”,
Aproveitando a madrugada,
Resolveu sair da linha
Subtraindo de outrem
Duas saborosas galinhas...

E depois de algum trabalho
O larápio foi encontrado
Estava no “bar do Pedrinho”
Quando foi capturado
Não esboçou reação
Sendo conduzido então
À frente do delegado.

Perguntado pelo furto
Que havia cometido
Respondeu Alceu da Costa
Bastante extrovertido
Desde quando furto é crime
Neste Brasil de bandidos?

Ante tão forte argumento,
Calou-se o delegado
Mas, por dever do seu cargo
O flagrante foi lavrado
Recolhendo à cadeia
Aquele pobre coitado.

E hoje passado um mês
De ocorrida a prisão
Chega-me às mãos o inquérito

Que me parte o coração
Solto ou deixo preso
Esse mísero ladrão?

Soltá-lo é decisão
Que a nossa lei refuta
Pois todos sabem que a lei
É para pobre, preto e puta
Por isso, peço a Deus
Que norteie minha conduta.

Afinal não é tão grave
Aquilo que Alceu fez
Pois nunca foi do governo
Nem sequestrou o Martinez
E muito menos do gás
Participou alguma vez.

Desta forma é que concedo
A esse homem da simplória
Com base no CPP
Liberdade provisória
Para que volte para casa
E passa a viver na glória.

Se virar homem honesto
E sair dessa sua trilha
Permaneça em cachoeira
Ao lado de sua família
Devendo, se ao contrário
Mudar-se para Brasília.